"O fuxico" trouxe uma matéria com a Valéia de "Carrossel"

O Fuxico: Desde que Carrossel foi ao ar no Brasil, em 1991, os brasileiros não sabem de Christel Klitbo, a Valéria. Por onde andou nestes 20 anos?

Christel Klitbo:  Estive em muitas partes. Quando terminei de estudar, fiquei alguns anos decidindo se queria seguir minha carreira de atriz e minha tia logo me deu de presente um ano em uma escola em Los Angeles. Estudei na UCLA e na Stella Adler. Cheguei ao México e continuei fazendo cursos que me convenceram ainda mais sobre minha vocação. Eu queria fazer teatro, mas, para isso, era necessário ter uma formação melhor. Assim, decidi fazer carreira em Casazul. Estive trabalhando no México, principalmente em teatro, e agora moro em Madri, na Espanha.

OF: Você acredita que este período, após o fim da novela, teve tanto êxito em sua carreira como atriz como em Carrossel?

CK: Acredito que cada período é diferente um do outro. Carrossel foi um grande sucesso, mas agora tenho outras coisas que antes eu não tinha. Minha vida agora é diferente, longe dos meios de comunicação em massa e eu gosto disso.

OF: O que você faria de novo? E o que não faria?

CK: Faria tudo, pois o que escolhemos sempre é o correto. Às vezes, 
em algum momento, pensamos que nos equivocamos, mas, com o tempo, nos damos conta de que não foi bem assim.

OF: Você ainda é reconhecida pelas ruas como a Valéria de Carrossel? Como é este reconhecimento para você?

CK: Por um lado é muito bonito ter algo que tenha marcado uma geração inteira, mas, por outro, sou muito mais coisas do que apenas a Valéria.

OF: Hoje em dia você tem alguma característica que tenha trazido de sua personagem Valéria?

CK: Tal como ela, continuo sempre sendo impertinente e essa é uma característica que nunca deixarei de ter.

OF: O que Valéria representou em sua vida?

CK:  Ela representou uma etapa. Cresci dois anos ao lado daqueles meninos, a quem eu admirava muito, e aquela foi uma fase muito importante para mim, ainda mais quando a pessoa está se formando como criança. Descobri que sou apaixonada por atuar fazendo este personagem e tudo foi muito bom no tempo que durou. Hoje é uma bonita recordação.

OF: Você sente vergonha de algo do seu passado? Por quê?

CK: Não! Por que teria?

OF: Acredita que tenha começado muito cedo a trabalhar?

CK:  Carrossel, para mim, não era um trabalho - pelo menos não naquele momento -, contudo talvez a famamais tardia teria sido melhor ou não. Meus pais sempre me mantiveram com os pés firmes no chão, assim, depois da novela, continuei com minha vida normal.

OF: Você era uma menina normal que brincava, mesmo trabalhando?

CK: Todos nós brincávamos. Levávamos para os bastidores patinetes e jogos. Tínhamos uma pessoa que cuidava de nós, pois éramos muitos, afinal crianças são crianças! Não se pode tê-los tranquilos, esperando que somente trabalhem.

OF: Tem contato ainda com alguém daquela época?

CK: Não, perdi o contato com todos. Hoje vivo em Madri e ficamos mais distantes.
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